A estética alimentar no comportamento humano – Sumário

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“A comida não basta… o que procuro?”

Convido amigos e pessoas interessadas a ler meu artigo publicado na Revista Grandes Temas do conhecimento – Psicanálise. Nº 21 
O artigo ” A comida não basta… o que procuro?”, aborda questionamentos sobre os aspectos emocionais inconscientes do comportamento alimentar.

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Dúvidas e questões sobre a educação dos filhos

Excelente matéria realizada por Ana Elizabeth Cavalcanti, pode ser vista na Revista Grandes Temas do Conhecimento – Psicologia – Educação Infantil nº 1 Mythos Editora. As psicólogas Elayne Nogueira, Márcia Zart, Michele Reghelin e Márcia Andréa Schmidt, respondem as dúvidas sobre o processo de educação e formação dos filhos.

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A comida não basta… o que procuro?

 "Madre e hijo" - Picasso, 1921

“Madre e hijo” – Picasso, 1921

Aspectos inconscientes do Comportamento Alimentar(1)

             Será que as pessoas costumam refletir sobre como  eram  as   suas    refeições     na infância?     Quando alguém deseja avaliar   como   está   realizando suas refeições, atualmente,  deveria  buscar  respostas   em    seu   comportamento  alimentar    infantil, principalmente no tempo em que ainda era bebê,   pois,  geralmente,   há   uma   relação     entre as vivências que teve quando foi alimentado e a maneira como se   alimenta   hoje.

             Quando adultos, ao desejarmos eliminar peso, encontramos    incoerências entre um desejo consciente de emagrecer e, ao mesmo tempo,  impulsos     inconscientes que resistem a todo o processo que envolve a reeducação alimentar.   O Inconsciente registra os   acontecimentos   desde   a   infância,   o   que,    muitas     vezes,    não   é  lembrado conscientemente. Esta peculiaridade  da  mente  pode  comprometer  o       sucesso   na mudança do comportamento alimentar.

            A  forma  como,  hoje,  o  adulto  alimenta-se pode reproduzir como ele  se  sentia quando era alimentado na infância, pois a criança sente aquilo que o outro – a mãe, o pai, a babá –, sem perceber, transmite durante  o  processo  alimentar.  Os  estímulos  dessa interação   vivida   entre   mãe-bebê,   nos   primeiros   meses   de   vida,   são    sentidos intensamente na região  oral,  e  é  através  dela    que  a  criança  começará  a  perceber  o mundo em que vive.

           Normalmente, o bebê busca no seio materno não somente a satisfação alimentar, ele quer encontrar o  afeto  sentido  nestas  primeiras   experiências  vinculares.  O  bebê busca   carinho,  afeto   e  amor;  contudo,   por   vezes,   encontra  rejeições ou   apenas aceitação.               Assim, podemos pensar que este ser humano  passará  a  vida  toda tentando encontrar este afeto, que lhe faltou enquanto bebê. Ao vincular este  sentimento ao alimento, busca-o constantemente. Como nunca o encontra, torna-se compulsivo em seus hábitos alimentares.

            Estas vivências infantis e primárias servirão para nosso psiquismo como padrões de respostas futuras. Quem não recebeu essa troca de afeto e carinho  no  momento  da alimentação, poderá continuar essa busca quando adulto. Ou  seja,   poderá   compensar através da comida o amor não recebido por aqueles com quem conviveu.

             E o que acontece quando houver gratificação demais?

Obs.: Existem outras dinâmicas, que veremos em outro momento.

Marcia Zart
Psicóloga

marcia@zart.com.br

As desculpas Pré e Pós fazem parte da sua vida?

Para obter sucesso no tratamento de Reeducação Alimentar é preciso estar preparado emocionalmente. Enquanto não estivermos prontos para as mudanças na rotina diária do seu dia-a-dia, ficaremos dando desculpas na tentativa de justificar a dificuldade para começar um tratamento com seriedade e com resultados satisfatórios.ALIMEN~2

Existem dois tipos fundamentais de desculpas:

As desculpas Pré são usadas como justificativas que tentam explicar o que estamos pensando ou planejando fazer.

Ex.: “ Não encontro tempo para ir na academia

As desculpas Pós são usadas para justificar algo que já fizemos  e sabemos que não nos cuidamos como deveríamos.

Ex.: “Ontem ingeri alimentos além do que deveria porque fui numa festa de aniversário

Enquanto estivermos fazendo uso de desculpas, seja ela qual for, não estamos preparados para mudanças em nossa vida.