Workshop: Por trás das paredes – a difícil tarefa de materializar sonhos

 

Início: dia 08 de junho

Público Alvo: profissionais e estudantes da área da construção civil, engenheiros, arquitetos e decoradores
Local: Redemac Capão da Canoa – RS
Maiores informações: psicanalise.construcao@gmail.com
Coordenação: Psic Denise Souza e Psic Marcia Zartmarcia-zartb

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A comida não basta… o que procuro?

 "Madre e hijo" - Picasso, 1921

“Madre e hijo” – Picasso, 1921

Aspectos inconscientes do Comportamento Alimentar(1)

             Será que as pessoas costumam refletir sobre como  eram  as   suas    refeições     na infância?     Quando alguém deseja avaliar   como   está   realizando suas refeições, atualmente,  deveria  buscar  respostas   em    seu   comportamento  alimentar    infantil, principalmente no tempo em que ainda era bebê,   pois,  geralmente,   há   uma   relação     entre as vivências que teve quando foi alimentado e a maneira como se   alimenta   hoje.

             Quando adultos, ao desejarmos eliminar peso, encontramos    incoerências entre um desejo consciente de emagrecer e, ao mesmo tempo,  impulsos     inconscientes que resistem a todo o processo que envolve a reeducação alimentar.   O Inconsciente registra os   acontecimentos   desde   a   infância,   o   que,    muitas     vezes,    não   é  lembrado conscientemente. Esta peculiaridade  da  mente  pode  comprometer  o       sucesso   na mudança do comportamento alimentar.

            A  forma  como,  hoje,  o  adulto  alimenta-se pode reproduzir como ele  se  sentia quando era alimentado na infância, pois a criança sente aquilo que o outro – a mãe, o pai, a babá –, sem perceber, transmite durante  o  processo  alimentar.  Os  estímulos  dessa interação   vivida   entre   mãe-bebê,   nos   primeiros   meses   de   vida,   são    sentidos intensamente na região  oral,  e  é  através  dela    que  a  criança  começará  a  perceber  o mundo em que vive.

           Normalmente, o bebê busca no seio materno não somente a satisfação alimentar, ele quer encontrar o  afeto  sentido  nestas  primeiras   experiências  vinculares.  O  bebê busca   carinho,  afeto   e  amor;  contudo,   por   vezes,   encontra  rejeições ou   apenas aceitação.               Assim, podemos pensar que este ser humano  passará  a  vida  toda tentando encontrar este afeto, que lhe faltou enquanto bebê. Ao vincular este  sentimento ao alimento, busca-o constantemente. Como nunca o encontra, torna-se compulsivo em seus hábitos alimentares.

            Estas vivências infantis e primárias servirão para nosso psiquismo como padrões de respostas futuras. Quem não recebeu essa troca de afeto e carinho  no  momento  da alimentação, poderá continuar essa busca quando adulto. Ou  seja,   poderá   compensar através da comida o amor não recebido por aqueles com quem conviveu.

             E o que acontece quando houver gratificação demais?

Obs.: Existem outras dinâmicas, que veremos em outro momento.

Marcia Zart
Psicóloga

marcia@zart.com.br